Autismo: Será que é possível identificar ainda no útero?
By Marcela Rubia - abril 11, 2022
Pessoal,
Hoje resolvi falar mais um pouco sobre autismo e venho com uma informação super recente que pode ajudar no diagnostico precoce.
Um estudo da Universidade de Harvard (Estados Unidos), mostra que exames de ressonância magnética realizados em 39 bebês durante a gestação (nove deles diagnosticados com autismo durante a infância)e concluíram que os pequenos com TEA tinham o lobo da ínsula maior que o de crianças neurotípicas.
Essa área do cérebro é uma das envolvidas na supervisão do comportamento social e da tomada de decisões, duas coisas com as quais muitas pessoas autistas têm dificuldade para lidar. As descobertas sugerem que um lobo da ínsula maior do que o comum é um biomarcador “forte” para prever durante a gestação quais bebês desenvolverão autismo no futuro.
Os exames nos pequenos com autismo também apresentaram, em comparação com os outros participante do estudo, uma amígdala cerebral maior (área envolvida no processamento de emoções) e um aumento do hipocampo (região necessária para memória e aprendizado). As alterações, porém, não foram tão significativas quanto as verificadas no lobo da ínsula.
A ciência ainda não conhece exatamente todos os fatores que levam ao autismo, mas já está provado que ele envolve fatores genéticos e ambientais. Estudos sugerem que o transtorno é mais comum em filhos de pais mais velhos, assim como em mães que estão acima do peso ou sofrem complicações na gravidez. As crianças afetadas podem ter um interesse intenso por tópicos específicos, além de dificuldades para estabelecer contato visual e entender como os outros se sentem.
Ainda é cedo para ter uma certeza, porem os dados adquiridos após o estudo é possível identificar que muitas informações iram ajudar no diagnostico precoce.
Tenho alguma duvida ou questionamento, procure um profissional da saúde.
Enfermeira: MARCELA RUBIA
COREN-SP : 332039

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