A importância dos estímulos na primeira infância

By Marcela Rubia - março 24, 2022

Pessoal,

Os seis primeiros anos de vida são os mais importantes no desenvolvimento das crianças, e os cuidados precisam começar já na gravidez. A chamada primeira infância abrange os primeiros seis anos completos, ou 72 meses de vida da criança.

Depois do nascimento, muita coisa se transforma no cérebro dos bebês. Estudos revelam que a evolução do cérebro acontece a uma velocidade incrível nesse período, principalmente quando a criança recebe estímulos que vêm das interações com os pais, parentes e outras crianças.

É durante a primeira infância que o cérebro mais precisa de estímulos. Isso porque 90% das conexões cerebrais são estabelecidas até os 6 anos. As interações sociais são fatores determinantes para estimular a atividade cerebral. Por isso, se a criança for negligenciada, o potencial de aprender e se desenvolver é reduzido.

Estímulo na primeira infância tem como função desenvolver as potencialidades das crianças e é realizado por meio do brinquedo, de brincadeiras, de jogos, de exercícios e várias outras maneiras que beneficiam o potencial cerebral da criança, desenvolvendo assim seu lado físico, emocional e intelectual. Uma criança adequadamente estimulada tem mais capacidade de aprendizagem e facilidade em adaptar-se ao seu meio, e de relacionar-se com as outras pessoas.

As crianças necessitam ter uma rotina bem planejada, estruturada e organizada para o seu melhor desenvolvimento, que proporciona conforto, segurança, maior facilidade de organização espaço temporal e diminua o sentimento de estresse que uma rotina desestruturada pode ocasionar.

As crianças precisam, também, de tempo para brincadeira, lazer e diversão. A brincadeira exercita a criatividade, estimula a imaginação e permite a expressão dos sentimentos. Ela é de fundamental importância para o desenvolvimento infantil na medida em que a criança pode transformar e produzir novos significados.

É importante que os pais, cuidadores e educadores não pulem etapas do desenvolvimento.

Entre 12 e 18 meses: é esperado que o bebê já caminhe com equilíbrio, consiga chutar uma bola, beba água segurando o copinho, produza alguns dissílabos para se comunicar (mamã, papá, ága), abra e feche caixas ou potes e monte torres de duas ou três peças.

De 18 a 24 meses: nessa faixa etária, a criança já sobe e desce degraus baixos, desvia de pequenos obstáculos, come segurando a colher, nomeia alguns objetos cotidianos, fala frases com até 3 palavras (ainda que com a pronúncia imperfeita), começa a usar pronomes, segura um brinquedo enquanto caminha, é capaz de abrir e fechar tampas com rosca e de identificar cores e formas.

De 24 a 36 meses: entre dois e três anos, os movimentos dos membros inferiores já estão mais dominados, a criança consegue pular e pedalar um triciclo. Segura copo e talheres com mais destreza, monta torres com mais de três elementos. Ao iniciar o processo de individuação, começa a demandar maior autonomia, opor-se aos comandos dos pais dizendo “não”, querendo fazer as coisas por conta própria, como vestir-se, comer, escovar os dentes.

Por não conseguir fazer tudo o que quer na hora em que deseja, pode se sentir frustrado e manifestar-se nos famosos "ataques de birra”

O melhor estímulo ao desenvolvimento do bebê é oferecer um ambiente afetuoso, seguro, com liberdade para explorar e autonomia para tentar fazer as coisas sozinho. O suporte carinhoso e atento de um adulto já é tudo o que ele precisa.

Nas próximas publicações iremos falar sobre atraso no desenvolvimento.





Enfermeira: MARCELA RUBIA
COREN-SP : 332039

  • Share:

You Might Also Like

0 Comments