Aumenta o número de crianças não vacinadas contra o Sarampo
Pessoal,
O relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mostrou que durante o ano 2020 , em meio à pandemia do coronavírus, mais de 22 milhões de crianças perderam sua primeira dose da vacina contra o sarampo, sendo 3 milhões a mais do que em 2019.
Esse dado representa o maior aumento em duas décadas e desperta preocupação em relação ao surgimento de novos surtos.
De acordo com a OMS, o acompanhamento dos casos de sarampo vem sendo precário. O fraco monitoramento, teste e notificação do sarampo colocam em risco a capacidade dos países de prevenir surtos desta doença altamente infecciosa.
Esse cenário, somado ao grande número de crianças não vacinadas, pode aumentar a probabilidade de mortes relacionadas ao sarampo e complicações graves em crianças. Devemos agir agora para fortalecer os sistemas de vigilância de doenças e eliminar as lacunas de imunidade, antes que as viagens e o comércio retornem aos níveis pré-pandêmicos, para prevenir surtos de sarampo mortais e mitigar o risco de outras doenças evitáveis por vacinas
Vale lembrar que a pandemia também impactou os programas de imunização. No total, 24 campanhas de vacinação contra o sarampo em 23 países, originalmente planejadas para 2020, foram adiadas por causa da covid-19, o que deixou mais de 93 milhões de pessoas em risco de contrair a doença.
O sarampo é um dos vírus humanos mais contagiosos, porém, a vacinação tem um impacto significativo nessa doença. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos(CDC), nos últimos 20 anos, o número anual de mortes estimadas por sarampo caiu 94%, passando de 1.072.800 para 60.700, evitando uma estimativa de 31,7 milhões de mortes por sarampo no período.
De acordo com a OMS, no fim de 2020, 81 países (42%) conseguiram manter seu status de eliminação do sarampo, apesar da pandemia, mas nenhum novo país foi verificado como tendo alcançado esse objetivo. Ainda há 15 países que não introduziram a segunda dose do sarampo em seus calendários nacionais de imunização, deixando crianças e adolescentes nesses locais especialmente vulneráveis a surtos de sarampo.
Enfermeira: MARCELA RUBIA
COREN-SP : 332039


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